domingo, 10 de junho de 2012

Os Sagrados Orixás

Os Orixás, dentro da Religião de Umbanda, são as Divindades que influenciam através de suas irradiações, a vida de todos os seres criados por Deus. "Os Orixás são as Divindades às quais Deus confiou as suas qualidades Divinas e que são os seres superiores responsáveis pela concretização de sua infinita obra colocada à disposição de todos os seres, de todas as criaturas e de todas as espécies que Ele criou." Define Rubens Saraceni no livro psicografado "O Código de Umbanda".

A palavra Orixá (ou Orïsá) é de origem africana, uma herança legada pelos irmãos Iorubás e significa "Senhor da cabeça", conforme definido por vários estudiosos dos cultos afro-brasileiros.

Na África, um Orixá é considerado um Espírito Ancestral, fundador e formador de determinadas tribos e povos. Devido ao fato de haver muitos dialetos naquele continente, sempre ocorria de um mesmo Orixá possuir vários nomes, e ser cultuado de diferentes formas.

Conforme as crenças de cada tribo ou nação, um mesmo Orixá tinha diferentes aspectos, arquétipos, cores, domínios e natureza.

"Cada um dos sagrados orixás, prossegue Rubens, é uma Divindade unigênita (única gerada por Deus) dotada do poder Divino de transmitir sua qualidade e caráter Divino aos seres, às criaturas e às espécies. Este fato que os distingue como auxiliares diretos do Criador do Universo e Divinos pais dos seres, denominados seus filhos: regentes das criaturas, denominados seus animais, e das espécies, denominados seus vegetais, suas plantas e suas folhas".

Apesar de não se ater às lendas, a Religião de Umbanda não as critica, nem tampouco discrimina os irmãos da Religião de Candomblé e outras mais que amam os Orixás e os cultuam baseados naquilo que foi transmitido de pai para filho desde o continente africano até o Brasil.

Os umbandistas reverenciam os Orixás naquilo que são e que foram definidos pelos mentores espirituais da Religião de Umbanda: polarizadores das Irradiações Divinas, os quais são os responsáveis pela concretização da obra de Deus. Não são Deuses, como muitos pensam, mas Seres Superiores, os quais possuem uma Natureza Divina, pois têem uma relação direta com Deus, o Criador, e por isto, ";manifestam-no o tempo todo em suas ações" (Rubens Saraceni, em Tratado Geral de Umbanda, Ed. Madras).

Na Umbanda, os Orixás são as Divindades que têm a incumbência de transmitir e manifestar as Irradiações de Deus em toda a sua criação. São eles que estão assentados em Tronos diante de Deus e tornam-se assim seus representantes diretos. São esses Tronos que, dentro de suas hierarquias e atribuições individuais, concretizam a Fé e a religiosidade nas pessoas; aplicam e ordenam a Lei Maior; estabelecem a Justiça; estimulam o Conhecimento; promovem a Vida; favorecem a Evolução e conduzem os seres a se unirem e se amarem. Esses Tronos formam o que na Umbanda ficou conhecido como as Sete Linhas.

Por serem responsáveis diretos pelas manifestações de Deus na Terra, os Orixás foram confundidos dentro da Religião de Umbanda como sendo eles mesmos as Sete Linhas. Não é bem assim. Eles são, na verdade, os polarizadores dessas Linhas de Força. São como Embaixadores, e não constituem, em si mesmos, a própria embaixada.

As religiões e cultos africanos sempre tiveram como característica a transmissão de seus dogmas e de suas tradições por via oral, de geração a geração. Devido a isto, muitas coisas se perderam no tempo e muitos nomes de Orixás foram mudando conforme se passavam os anos. Os atos heróicos de seus ancestrais receberam aspectos fantásticos, sobrenaturais e as lendas foram se sucedendo aos montes, de forma que não se sabe hoje em dia qual seria a lenda que deu origem a todas as outras.

Cada nação, cada povo, cada tribo, possuía seu Orixá protetor e, somente a ele, definia o culto e prestava a homenagem devida. Muitas vezes, as guerras entre tribos ocorriam devido a isto.

Da mesma forma como faziam os povos do Oriente e do Ocidente, os africanos também defendiam sua religião e o nome de seus "deuses"; se fosse preciso na base da lança e da espada. A cada vitória alcançada ou derrota obtida, uma nova lenda surgia, sempre com uma lição de moral ao fundo.

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