sábado, 26 de novembro de 2011

Linha do Amor - Oxum

Doce Amor de Mamãe Oxum

A Orixá Oxum é a irradiação pura do amor e da doçura. Esse sentimento de verdadeira candura já está afixado no mental de todo umbandista.
A irradiação que vem do Alto e penetra os seres criados por Deus, realiza uma admirável transformação no interior dos corações embrutecidos.
Quem não se comove ao contemplar o ícone religioso da Senhora da Conceição que foi sincretizada com a Mãe Oxum? Isto é o resultado do trabalho silencioso e metódico dos Guias e Orixás.
Tão belo é o sentimento que este Orixá desperta nas pessoas que até mesmo cantores consagrados como Elba Ramalho e Zeca Baleiro, gravaram e incluíram em seus repertórios músicas em honra à doce Mamãe Oxum.
Ao longo dos tempos, este Trono foi denominado de várias formas. Teve vários ícones, várias humanizações, mas a vibração do Trono do Amor permaneceu o mesmo em todas as culturas.
Afrodite, Vênus, Ishtar, Maria, Oxum, são apenas alguns dos muitos nomes utilizados para designar este Trono Divino.
"Oxum é o Trono Natural irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos. Como "Mãe da Concepção" ela estimula a união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância mineral.
Seu elemento é o mineral e, junto com Oxumaré, ela forma toda uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias e multidimensionais atuam sobre os seres e os estimula ou os paralisa.


A Orixá Oxum é o Trono regente do pólo magnético irradiante da Linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e a união.
(...)Na Coroa Divina a Orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir da projeção do Trono do Amor, que é o regente do sentido do Amor.
Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção." (Rubens Saraceni, O Código de Umbanda - pg 401 - Editora Cristális).
Os umbandistas, de forma geral fazem oferendas para a Divina Mãe Oxum nas cachoeiras. As cachoeiras são pontos de forças naturais, suas energias que têm origem nas quedas d'água energizam-na e a tornam irradiadora de forte energia mineral.
"As cachoeiras do plano material possuem sua contraparte etérica no plano espiritual, ao qual também energizam, pois têm esta dupla função. Mas uma cachoeira tem um campo vibratório cujo magnetismo é análogo ao do Trono Mineral ou Trono do Amor, que é a divindade natural (de natureza) que irradia energias que estimulam as uniões e as concepções nos seres.
E, porque o Trono do Amor (Oxum) possui uma hierarquia só sua, (...) nada mais lógico do que ser cultuado num ponto de forças do plano material cujo magnetismo é análogo ao seu (...) E no plano material, este ponto de forças, cujo magnetismo é análogo, localiza-se em todas as quedas d'água ou "cachoeiras"(...)
Logo, o altar natural do Trono do Amor são as cachoeiras do plano material." (Rubens Saraceni, O Código de Umbanda - pgs 318, 319 - Editora Cristális)


Oxum, Segundo a Crença Africana

É o Orixá dono da água doce. Mora no rio Oxum, na África. É considerada a Senhora da fertilidade, da gestação e do parto. Acredita-se que cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e folhas refrescantes. Esta Orixá sabe cultivar suas características adolescentes, mantendo-se uma bela e jovem mãe. Possui muitas qualidades extremamente femininas, tais como a vaidade e a sensualidade. Sendo cheia de paixão, busca incessantemente o prazer, através da malícia e do exibicionismo. É consciente de sua beleza rara e se aproveita disso para seduzir e conseguir seus objetivos. Manifesta-se trazendo na mão um espelho (abebe).
Quando Orumilá estava criando o mundo, escolheu Oxum para ser a protetora das crianças. Ela deveria zelar pelos pequeninos desde o momento da concepção, ainda no ventre materno, até que pudessem usar o raciocínio e se expressar em algum idioma. Por isso, Oxum é considerada a Orixá da fertilidade e da maternidade.
Por sua beleza, Oxum também é tida como a deusa da vaidade, sendo vista como uma Orixá jovem e bonita mirando-se em seus espelhos (abebê) e abanando-se com seu leque (abelê). (1)


Lenda Africana

Segunda esposa de Xangô, considerada a mais bela de todas, teria sido presa pelo marido ciumento na torre do castelo que habitavam.
Passando por ali, Exu ouviu o choro de Oxum e quis saber qual a razão de sua tristeza. Após ouvir a história, pediu a ele que intercedesse por ela junto a Orumilá. Orumilá espalhou sobre a bela Oxum um pó mágico que a transformou em pomba, possibilitando a fuga, por isso, nos cultos a Oxum, a pomba é considerada um animal sagrado. (1)

(1) Retirado do Site "Mundo dos Orixás".

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