quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O Umbandista e o Incesto



(Foto extraída do site http://flog.clickgratis.com.br ,

foto postada por Laísa Roberta Trojaike)


O sexo e/ou relação amorosa entre Pais (Mães) de Santo, ou de Santé, com filhos (as) de terreiro muitas vezes é até visto como uma forma de incesto.
O incesto, no sentido literal da palavra, que dizer a união sexual entre progenitores e sua prole, ou entre parentes muito próximos. Trata-se de um ato que foi combatido duramente pelos países cristãos. Tornou-se proibido por leis humanas justamente devido aos abusos que passaram a ser cometidos em profusão a partir da liberdade que os pais tinham com seus filhos. As crianças, sem possibilidade de defesa, tornaram-se presa fácil nas mãos de mulheres e homens doentes e abusados.
Um Pai ou Mãe de Santo, ou Chefe de Terreiro, é - antes de qualquer título - um ser humano que tem suas necessidades humanas, sejam elas sentimentais ou carnais. Um Chefe de Terreiro é, como qualquer criatura humana, uma pessoa que tem libido, amor e desejos, sentimentos que fazem parte da natureza humana. Ora, sendo inerente à natureza humana, configura-se como algo natural. Nada mais natural, portanto, que um Pai de Santo apaixone-se por uma Filha de Terreiro e una-se a ela em casamento.
O incesto é carnal, mas o amor é espiritual. Amar um (a) filho (a) de Santo não é uma coisa abominável ou pode ser considerado um ato pecaminoso e incestuoso.
Torna-se espúrio e leviano quando isso passa da normalidade e se transforma num ciclo de casos de amor sem fim entre o Pai de Santo e "suas" filhas. Torna-se passível de reprimendas, aquele Pai de Santo que transforma a Liberdade que o Alto lhe deu para transformar a sua Tenda em antro de perdição, onde todas as filhas ou filhos já experimentaram os prazeres sexuais com ele. Não chega a ser incesto, mas é promíscuo e repugnante. É libertinagem.
Grandes atrocidades são cometidas por vários sacerdotes religiosos por causa da falsa beatitude que se esconde atrás do que chamam de celibato. Ser celibatário não é obrigação para desempenho correto de suas funções sacerdotais, mas a santidade sim. É necessário que um sacerdote tenha uma vida regrada e busque sempre a santidade, nunca querendo transformar-se por causa disso, num mártir ou num santo homem de Deus.
Todas as coisas são lícitas, mas nem tudo é conveniente. Não é porque ele tem a liberdade de aproximar-se com mais facilidade das Filhas de Fé que vai usar isto para levá-las, ou qualquer filho que seja, a uma vida de volúpia e sevícia.
Sendo o Pai de Santo solteiro, desimpedido de qualquer problema ou compromisso com outrem, saudável e respeitável sacerdote de sua Tenda, é lícito então o envolvimento com alguém de sua corrente espiritual. Sendo casado, passa a ser um adultério, mas nunca será incesto.



Deus Salve a Umbanda!



Julio Cezar Gomes Pinto




Página na Rede Brasileira de Umbanda:



quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O Umbandista e o Sexo








(Foto extraída da página http://_garfielda_.anda.ca/144931)

O sexo é algo natural e próprio das criaturas da Terra. A partir de uma visão preconceituosa (bíblica ou não) criou-se todo um tabu em torno dele. Deixou de ser algo natural, simples e inerente aos animais, e passou a ser classificado como pecado, abominação ou caminho da perdição.
Moisés e outros legisladores bíblicos utilizaram a proibição com o simples propósito de acabar com os abusos e os excessos praticados pelos hebreus que haviam saído do Egito cheios de vícios e maus costumes. Mais tarde, as igrejas cristãs utilizaram tais proibições como meio de coibir os fiéis e transformá-los em "doces ovelhinhas" do rebanho.
O sexo não é uma coisa tão horrível e tão nojenta como se pintam por aí. O acasalamento entre animais irracionais é tão comum e realizado de forma tão bonita - vejam todo o ritual de danças e sedução que os bichos fazem para encantar os parceiros!
Desde que seja feito com decência e ordem, e principalmente com o sentimento de amor ao próximo, o sexo e as relações amorosas entre irmãos da mesma casa umbandista não prejudicam em nada às atuações dos Espíritos e dos Guias mentores da Umbanda. Desde que não se cometam excessos e abusos, é aconselhável que pessoas que participam da mesma fé, do mesmo sentimento, da mesma corrente espiritual e dos mesmos trabalhos em favor dos necessitados unam-se também em amor para o bem comum. Como dizia São Paulo: "Não é bom que o homem fique sozinho (solteiro). É melhor casar-se, do que abrasar-se."
Há que se respeitar, no entanto, as leis humanas instituídas. As leis de determinado país ou região precisam ser obedecidas pois nisso está sabedoria e ordem. Certas atitudes são contrárias às leis e aos bons costumes, portanto devem ser evitadas, como a pedofilia, o adultério, a prostituição, o incesto, etc.
É inconcebível que o membro de uma corrente espiritual umbandista aproveite-se da falta de experiência ou imaturidade de um (a) menor para seviciá-lo (a) a fim de praticar sexo. É contra a lei instituída e contra os bons costumes.
Não é bonito um membro casado da corrente manter relações com qualquer outra pessoa da corrente (ou não) que não seja o (a) cônjuge. Também é infração da lei e causa muitas dores indesejáveis e conseqüências funestas.
Aproveitar-se do corpo para obter dinheiro ou qualquer outro bem material também é inaceitável. Ainda mais quando os pactuantes da ação fazem parte do mesmo agrupamento religioso. Neste tipo de prática existem aqueles que se aproveitam do sexo para ganhar favores espirituais da mãe, ou do pai de santo, e até mesmo dos filhos e consulentes. Torna-se um ato de prostituição, digamos, espiritual...
O incesto também não pode ser cultivado num ambiente religioso. Além da lei humana que a proíbe - no caso do Brasil, por exemplo - existe a grande questão que envolve esse tipo de prática: o estupro. Se se permite que um pai, ou mãe, tenha relações sexuais com um(a) filho(a) de sangue isso gera a liberdade e a possibilidade de começar o ato na tenra idade. Do incesto para o estupro, há a distância de um passo.
Todas as coisas que são naturais são permitidas, desde que feitas com sabedoria, decência e ordem.
Falta sabedoria quando um pai de santo casado pratique o sexo com qualquer pessoa da corrente ou não;
Falta decência quando um membro da corrente engana o(a) parceiro(a) e faz sexo com outra pessoa da corrente ou não;
Falta ordem quando uma criança é desrespeitada em seus direitos e é obrigada a suportar o bafejar e as secreções de qualquer adulto em um ato sexual.
Sexo não é A porta do inferno. Mas, pode se tornar UMA ponte para muitos infernos.

Julio Cezar Gomes Pinto

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Trabalhos Encomendados e Promessas de Solução



"O que pensar desses anúncios vinculados em jornais ou panfletos distribuídos nas ruas que prometem a solução de nossos problemas amorosos, financeiros e de saúde? Eles funcionam mesmo? Trazem a solução tão desejada?


O primeiro (aspecto a ser analisado) refere-se ao desespero da pessoa que necessita ou deseja a solução. O segundo é ver envolvido o nome da Umbanda nessa questão.


Analisando o primeiro aspecto, podemos desmembrá-lo também em duas vertentes. A primeira diz respeito a compreensão da pessoa que por acreditar que seu problema não seja de seu merecimento ou “culpa”, busca no externo a solução do mesmo. Pessoas que buscam esse tipo de “atendimento” não têm menor noção de espiritualidade, de merecimento, e não estão nem um pouco preocupadas com as conseqüências que este tipo de envolvimento pode trazer, pois as desconhecem. Por acreditarem que o seu problema é conseqüência de ações de terceiros, desafiam o próprio Deus, dizendo-se não merecedoras do que estão passando.


Dentro de suas mentes obnubiladas pela dor e sofrimento, querem uma solução rápida, mágica, que as façam verem-se livres e felizes.


A segunda vertente diz respeito especificamente ao sentimento do solicitante. Muitos pedem que “a pessoa amada volte”. Ora, sabemos que quem ama realmente deseja somente o bem do ser amado, portanto não irá fazer um pedido desta natureza. Outras pessoas pedem que “fulano” perca o emprego, pois ele precisa trabalhar e o “fulano” está atrapalhando; ou então pedem pelo desencarne de “beltrano”. Francamente!


Mas, esses “trabalhos” funcionam?

Certamente que sim! Não para todos, mas para muitos ou alguns. Mas no fundo, no fundo, é imprescindível que haja absoluta harmonia entre o solicitante, o executante, a "vítima" e o astral inferior. Portanto obter o resultado desejado apenas confirma a absoluta sintonia entre essas quatro coisas.


Mas quem executa esses trabalhos em nível astral?

Espíritos que trabalham com forças trevosas, de baixo padrão vibratório e alta densidade perispiritual. Espíritos altamente ligados à matéria, ao mundo encarnado. Não são desprovidos de inteligência, muito pelo contrário, são desprovidos de luz, de esclarecimentos da verdade eterna, de amor. Espíritos que saudosos de seus tempos na terra ainda precisam se alimentar, fumar, beber, urinar, defecar, sentem-se encarnados ainda, sentem dor, prazer sexual, etc. E para satisfazerem as suas necessidades fisiológicas e outras intenções maléficas, reúnem-se em torno de encarnados que poderão, por similitude vibratória, atendê-los em seus desejos e aspirações.


Muitos se agregam aos médiuns que por sua invigilância, cedem lentamente a essas aspirações. Eles são ardilosos, chegam a fazerem-se passar por Exu, dando ao médium a impressão de estar sendo assistido pelo seu próprio Exu. Por isso é tão importante que o médium estude sempre e mantenha-se empenhado no caminho do bem e da caridade.


Dentro de sua ousadia, esses obsessores envolvem o médium dando-lhe “poderes” e sensações prazerosas em nível de terra. Atendem rapidamente as necessidades mais mundanas do médium e se apresentam como “solucionadores” de diversas questões. Mas ainda não é aí que começa a cobrança. O médium empolgado desvia-se ainda mais, começa a procurar lugares onde haja o mesmo tipo de afinidade vibratória, e tudo que estudou recebe outra conotação. Começa a atender pessoas em casa e se diz pai ou mãe no santo e a pedir, sugestionado pelos obsessores, os elementos que irão satisfazer as necessidades deles, e não vê nada de mal em cobrar também pelo trabalho que irá executar. Afinal ele também tem as suas próprias necessidades (jóias, carro novo, casa, etc), mas ter um emprego onde ganhe o seu sustento que é bom, nem pensar, pois não teria tempo para se dedicar com afinco ao serviço ao astral inferior (aliás uma das primeiras exigências dele).


A pessoa que foi pedir, poderá ou não receber a “graça”, ou seja, a solução tão desejada, mas certamente ela receberá algumas tantas companhias que turvarão ainda mais sua mente já tão conturbada e perturbada pela dor. Neste caso em especial, não receber a “graça” é que é a verdadeira graça, pois pode ser um sinal de que a pessoa não está tão envolvida assim com a espiritualidade inferior.


O segundo aspecto desta questão é quando envolvem o sagrado nome da Umbanda nestes trabalhos. A Umbanda não se presta a este tipo de coisa. Quem assim o diz está desviado de seu caminho. A Umbanda trabalha justamente para combater o astral inferior e não compactua com obsessor, mas o orienta e doutrina, ao contrário também do que muitos pensam. Portanto quem cobra por seus "serviços mediúnicos" e compactua com esses pensamentos desviados, não é umbandista, porque a Umbanda é a prática da caridade pela caridade, na busca da evolução.


No embate contra o astral inferior a primeira linha que é utilizada pela Umbanda é a linha de Exu e Pomba Gira, porque são as entidades determinadas pelo Astral Superior para esse trabalho em função de suas características vibratórias, sua enorme capacidade de manipulação energética e seu profundo conhecimento das armadilhas do astral inferior. Exu trabalha para ascender às hostes superiores, ou seja, para um dia vir a ser um Caboclo ou Preto Velho, portanto jamais irá se deixar seduzir por armadilhas que ele tão bem conhece. Além do mais, Exu trabalha sob as ordens de espíritos superiores que são os enviados de Orixá. Logo, por dedução simples e lógica não faz sentido a afirmação de que Exu faz tanto o mal quanto o bem, que não sabe diferenciar um do outro; isso significaria inocência, coisa que está longe de ser uma das características de Exu; além de significar que Exu seria um idiota, e não um espírito de luz, guardião e defensor.


Exu é passional?

Sim, Exu é passional, mas não é bobo e muito menos violenta o livre arbítrio de ninguém. Portanto, Exu não bate, não exige oferenda especial nenhuma, utiliza sim os elementos oferendados (padé e bebida alcoólica), única e exclusivamente para manipular as energias volatilizadas para a consecução dos objetivos propostos pelo Astral Superior, e o mesmo não propõe que o Exu beba através de seu médium, mas que manipule a essência dos elementos oferendados em favor dos seus comandados, estes sim mais apegados as necessidades terrenas.


Eis o motivo de Exu ser tão mal compreendido. Eis o motivo da Umbanda ser tão execrada. As pessoas leigas e os médiuns desprovidos de esclarecimento e orientação, deixam-se levar por exemplos pouco louváveis e acabam misturando as coisas.


O tempo que alguns médiuns perdem em querer aprender “fuxicos”, oferendas e agrados para os Orixás e etc, deveriam usar para elevarem o seu próprio padrão vibratório e se tornarem dignos de se dizerem umbandistas.


Mas nada acontece por acaso, pois todas as vezes que a Umbanda é atacada ela ressurge, tal qual fênix, das cinzas dos médiuns invigilantes, através da força dos que realmente amam a Umbanda."



Mãe Iassan Ayporê Pery

Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery



Mensagem a ser publicada no livro

"Umbanda - Mitos e Realidade" (no prelo)


Publicado no Blog de Mãe Iassan Ayporê Pery através da RBU - Rede Brasileira de Umbanda

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Bem Aventurados Filhos da Terra



Bem Aventurado
É o filho da Terra que se assenta
Na mesa do Senhor;
Pois comerá do pão da vida
E encherá sua alma de amor.

Feliz é o filho da Terra
Que caminha ao lado de Jesus;
Porque andará seguro
Pelas sendas da luz.

Feliz é o filho da Terra
Que perdoa o irmão;
Pois receberá de Deus
O fruto da Vida
Que emana do Seu coração.

Feliz é o filho da Terra
Que não se fia nas coisas da matéria;
Pois Deus será sua Força
E o levará para a Morada Eterna.

Feliz é o filho da Terra
Que põe em Deus sua confiança;
Pois fará com o Senhor
Uma Eterna Aliança.

Feliz é aquele
Que nunca fecha os olhos
Para a Caridade;
Pois encontrará nessa Terra
O verdadeiro sentido da bondade.

Bem Aventurados
São todos vocês hoje
Que tiveram seu encontro com o Senhor;
Pois receberam do Mestre
Tudo o que vieram buscar
E têm, a partir de hoje,
O Seu favor.

Pelo Espírito: Irmão Tomás
Mensagem Psicografada em 29/12/2006


Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua


Projeto Umbanda Cem


O Tesouro Eterno


"Quão iluminado é o caminho daquele que tem a sua riqueza nas coisas espirituais. Será como uma senda repleta de raios divinos. Essa alma terá a alegria do Espírito de Deus. Não sofrerá como aqueles que guardam um tesouro material em sua alma.

O Espírito humano que vive na Terra como se ela fosse sua morada eterna pensa que tudo o que nela há preenche seu coração e sua alma. Mas, a Terra e todas as coisas são passageiras. O Espírito que vive esse momento como se fosse eterno engana-se muitíssimo. Tudo passa, mas aquilo que é divino, não. O Amor é eterno.

Amai a caridade. Amai o próximo. Amai as revelações celestiais.

O amor às coisas materiais e a tudo o que a Terra promete é apenas ilusão.

Essa irmã que chora sofreu uma partida rápida da Terra. Não teve tempo de mudar a riqueza que havia no seu coração. Enganou-se, como muitos outros que se iludem com o brilho falso das riquezas terrenas. Achava, pobre alma, que a vaidade, a soberba e os prazeres da carne eram mais valiosos que uma vida espiritual plena. Levantou ídolos passageiros e viveu em função deles.

Não vos enganeis, portanto, com a falsa luz que sai dos bens terrenos. Não vos deixeis ser levados para o caminho da escuridão como todos aqueles que vivem na Terra um momento apenas.

A luz que sai da matéria é vazia. Não tem vida. Mas, a luz que desce do Alto é plena e cheia de vida.

Abri os vossos olhos para a oferta do Pai. Ele vos oferece um tesouro maior. Um tesouro eterno. Enchei os vossos corações com esse tesouro e não sereis enganados."

Pelo Espírito Irmão Acácio Vianna.

Mensagem psicografada em 29/10/2007.

Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua - Guarapari/ES