segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Codificação da Umbanda





Não é necessário dizer que sempre vai haver correntes contrárias à Codificação. Sempre surgirão pessoas que irão levantar a sua opinião e dizer que são contra a tão falada e almejada Codificação da Religião de Umbanda.



É lógico que numa sociedade tão divergente quanto a brasileira, a diferença de pensamentos é notória. Há correntes de pensamentos diferentes até mesmo dentro das maiores religiões. Dentro do catolicismo, que segundo o Censo do IBGE continua sendo a maior religião do Brasil, há aqueles que adotam a linha carismática, outros seguem a linha (ou corrente, ou pensamento, que seja) franciscana, outros seguem os pensamentos tradicionais, etc. No protestantismo, analisamos os maiores segmentos e vemos que uns aceitam os dons espirituais, outros não. Há aqueles que optam por instituir usos e costumes, outros porém são mais liberais.



Entretanto, todos estes seguem um código institucional. Adotaram a Bíblia como bússola e livro de códigos válido para todos os seguidores. Mesmo que os fiéis leiam outros autores que discorrem sobre varios assuntos dentro da própria Bíblia, o Código dessas religiões continua prevalecendo. Permanece inalterado pois assim foi definido pelos dirigentes daquelas religiões. O Papa continua redigindo bulas e decretos, mas a sua base de pensamentos é a Bíblia. Os pastores e bispos evangélicos escrevem livros e definem a ordem nas suas igrejas e comunidades, mas a base de seus escritos é a Bíblia, o Código Cristão!Há inúmeros e maravilhosos escritores e oradores espíritas, tais como Chico Xavier e Léon Denis, e ambos usam o código instituído por Allan Kardec. Os que seguem os ensinamentos de Maomé, têm n'O Alcorão, o seu Código Islâmico.Mesmo pequenos, como somos de fato, há que se determinar também um Código Umbandista!



Uma grande religião segue uma direção só. E esta direção é definida pelo seu conjunto de ordens e determinações.



Uma religião que segue desordenada, sem uma base definida, sem um conjunto de preceitos e fundamentos determinados, tende a se perder ao longo dos tempos. Vai chegar num ponto em que a confusão estará tão disseminada que ninguém vai mais se entender. O adepto não saberá em qual tenda ou terreiro deve ficar porque, sob a mesma "bandeira", sob o mesmo nome, ele encontra coisas totalmente contrárias entre si. Nunca saberá quem está falando a "Verdade", pois é o que ele está procurando.



Ora, um rebanho necessita apenas de um pastor. Isto é científico e tradicional! Sem a figura protetora do pastor, as ovelhas se dispersam. Se houver mais de um pastor, o rebanho não saberá a quem seguir, pois ambos caminham em direções opostas. Se houver muitos pastores, então! As ovelhas não sairão do lugar!!!



Não é o que desejamos para a Umbanda!



Almejamos o reconhecimento e a união! Almejamos o respeito que merecemos e merecem mais ainda os queridos Pretos Velhos.



Um código, sem dúvida, vai definir O Caminho que a Umbanda deve seguir.



O Um Código Umbandista arrancará do seio da nossa religião os mistificadores e falsos umbandistas, pois só assim é que poderemos extirpá-los do nosso meio. Os mercadores da fé também ficarão na marginalidade, pois não poderão se intitular mais umbandistas. Vejam o exemplo do que acontece com os ditos "espíritas" que não seguem as determinações de Allan Kardec.



A Umbanda merece ter um Código que defina suas bases doutrinárias e delineie a conduta do umbandista que segue com integridade aquilo que os Guias determinam.



Julio Cezar Gomes Pinto

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