quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Salve Jorge" Causa Guerra Santa na Internet


Se São Jorge, o santo guerreiro, tivesse perfil no Facebook, ele estaria pronto para a batalha instaurada nas redes sociais desde a estreia de “ Salve Jorge ”, nova novela das 21h da TV Globo. De um lado, os evangélicos criticam fervorosamente a temática da trama de Glória Perez - que faria homenagem ao orixá Ogum, correspondente a São Jorge na umbanda e no candomblé no sincretismo religioso. Do outro estão os devotos do santo homenageado, que rejeitam as observações contrárias ao folhetim.
Pastor da igreja Assembleia de Deus, em Jundiaí (SP), José Donizeti divulgou em seu perfil no Facebook uma imagem onde aponta algumas mensagens supostamente subliminares que estariam contidas na logomarca da novela. Segundo o religioso, as duas pedrinhas vermelhas colocadas ao lado da palavra “salve” simbolizam a união dos orixás e a adoração a entidades espíritas.
“Na verdade, o nome desta novela é ‘Adoradores de Ogum’!”, alerta o pastor na imagem, que já contabiliza incríveis 52 mil compartilhamentos. “Aí vai o alerta para você. Depois, se sua vida começar a ser amaldiçoada por assistir este lixo, não reclama que Deus não te avisou!”, completa.
Procurado pelo iG, o religioso fez questão de ressaltar que sua crítica não é voltada para a TV Globo e, sim, para a novela. “Tem mensagem subliminar ali. Veja bem, o que é salve? É viva. Quando você fala viva para alguém, você está saudando. Quando é para um Deus, isso se torna uma adoração”, explica. “Deveriam usar um título mais popular, como São Jorge ou Santo Jorge. Com ‘salve’, eles entram em um aspecto que as pessoas não vão entender”.
Segundo Donizeti, nos cultos que ministra, ele não orienta os fieis presentes a não assistir à trama. “Só digo que não é certo, a pessoa toma a decisão. Na nossa igreja, é proibido proibir”, diz. “Pra gente, o que é Ogum? Nós, evangélicos, cremos em um único e verdadeiro Deus, que é o senhor Jesus Cristo. Quando se fala em adorar Ogum, em fazer algo para ele, isso vai contra a fé evangélica. É uma coisa que temos direito de alertar os fiéis”.
Membros do grupo “Exército Universal”, formado por frequentadores da Igreja Universal do Reino de Deus, também fazem críticas à novela global no Facebook. Na página do grupo, há uma mensagem explicando a influência espiritual de Ogum nos lares evangélicos.
“Sem que percebam e mesmo que não venerem, muitos lares evangélicos cederão seus espaços para que a entidade espiritual entre e trabalhe. Ao ressoar no recinto as palavras ‘Salve Jorge’, muitos estarão saudando inconscientemente o ‘espírito’”, alerta. “Como o Espírito de Deus não divide o espaço com ninguém, com a chegada de outro espírito, Ele certamente seausentará”.
Contra-ataque: “Nunca reparei nessas pedrinhas”
Em contrapartida à ofensiva evangélica, os devotos de São Jorge também se manifestam na internet. “Aos evangélicos que criticam a novela ‘Salve Jorge’: quando tiver feriado do santo, por favor, trabalhem, porque ficar de folga em homenagem a santo é adoração também”, provoca a imagem, compartilhada por quase 900 pessoas.
Para Manoel Alves de Souza , presidente da Federação Brasileira de Umbanda, o movimento provocado pela ala evangélica “é uma sandice desses indivíduos”. “Não tem nada a ver. Na verdade, a umbanda não adora o orixá. Ela trabalha com os orixás e os respeita. Esse negócio de adoração está na cabeça deles. Trabalhamos com os orixás, com os elementos da natureza”, explica.
Questionado sobre as pedrinhas que teriam significados, ele minimiza a hipótese. “Nunca reparei nessas pedrinhas, vou procurar para ver se descubro. Isso é crendice, especulação”, diz. “A novela é uma homenagem merecida. Ogum é um orixá muito importante para a umbanda e o candomblé. É o orixá que vence demandas. É um guerreiro, forte, que combate o mal”.
No catolicismo, a homenagem ao Dia de São Jorge é opcional desde 1969, por ordem do Vaticano. Na época, o papa Paulo VI promoveu uma reforma no calendário litúrgico e tornou a celebração opcional porque não há documentação histórica que comprove a existência do santo guerreiro nascido na Capadócia (Turquia), apenas relatos tradicionais.
Toda a polêmica instaurada não afeta Glória Perez, a autora da novela. Ela diz não ser devota de São Jorge e alega ter escolhido o santo porque quis falar do mito do guerreiro que ele representa. “Estou falando de guerreiros, não estou falando de umbanda e nem de religião. Não tem nada de religião na novela. É uma história de guerreiros”, encerra a discussão.

Fonte: MidiamaxNews

Linha da Geração - Omulu

É o orixá que rege a morte, ou no instante da passagem do plano material para o plano espiritual (desencarne)
É com tristeza que temos visto o temor dos irmãos umbandistas quando é mencionado o nome do nosso amado Pai Omulu. E no entanto descobrimos que este medo é um dos frutos amargos que nos foram legados pelos ancestrais semeadores dos orixás em solo brasileiro, pois difundiram só os dois extremos do mais caridoso dos orixás, já que Omulu é o guardião divino dos espíritos caídos. O orixá Omulu guarda para Olorum todos os espíritos que fraquejaram durante sua jornada carnal e entregaram-se à vivenciação de seus vícios emocionais. Mas ele não pune ou castiga ninguém, pois estas ações são atributos da Lei Divina, que também não pune ou castiga. Ela apenas conduz cada um ao seu devido lugar após o desencarne. E se alguém semeou ventos, que colha sua tempestade pessoal, mas amparado pela própria Lei, que o recolhe a um dos sete domínios negativos, todos regidos pelos orixás cósmicos, que são magneticamente negativos. E Tatá Omulu é um desses guardiões divinos que consagrou a si e à sua existência, enquanto divindade, ao amparo dos espíritos caídos perante as leis que dão sustentação a todas as manifestações da vida.
Esta qualidade divina do nosso amado pai foi interpretada de forma incorreta ou incompleta, e o que definiram no decorrer dos séculos foi que Tatá Omulu é um dos orixás mais “perigosos” de se lidar, ou um dos mais intolerantes, e isto quando não o descrevem como implacável nas suas punições.
Ele, na linha da Geração, que é a sétima linha de Umbanda, forma um par energético, magnético e vibratório com nossa amada mãe Yemanjá, onde ela gera a vida e ele paralisa os seres que atentam contra os princípios que dão sustentação às manifestações da vida. Em Tatá Omulu descobri o amor de Olorum, pois é por puro amor que uma divindade consagra-se por inteiro ao amparo dos espíritos caídos. E foi por amor a nós que ele assumiu a incumbência de nos paralisar em seus domínios, sempre que começássemos a atentar contra os princípios da vida. Enquanto a nossa mãe Yemanjá estimula em nós a geração, o nosso pai Omulu nos paralisa sempre que desvirtuamos os atos geradores.
Mas esta “geração” não se restringe só à hereditariedade, já que temos muitas faculdades além desta, de fundo sexual. Afinal, geramos idéias, projetos, empresas, conhecimentos, inventos, doutrinas, religiosidades, anseios, desejos, angústias, depressões, fobias, leis, preceitos, princípios, templos, etc. Temos a capacidade de gerar muitas coisas, e se elas estiverem em acordo com os princípios sustentados pela irradiação divina, que na Umbanda recebe o nome de “linha da Geração” ou “sétima linha de Umbanda”, então estamos sob a irradiação da divina mãe Yemanjá, que nos estimula.
Mas, se em nossas “gerações”, atentarmos contra os princípios da vida codificados como os únicos responsáveis pela sua multiplicação, então já estaremos sob a irradiação do divino pai Omulu, que nos paralisará e começará a atuar em nossas vidas, pois deseja preservar-nos e nos defender de nós mesmos, já que sempre que uma ação nossa for prejudicar alguém, antes ela já nos atingiu, feriu e nos escureceu, colocando-nos em um de seus sombrios domínios. Ele é o excelso curador divino pois acolhe em seus domínios todos os espíritos que se feriram quando, por egoísmo, pensaram que estavam atingindo seus semelhantes. E, por amor, ele nos dá seu amparo divino até que, sob sua irradiação, nós mesmos tenhamos nos curado para retomarmos ao caminho reto trilhado por todos os espíritos amantes da vida e multiplicadores de suas benesses.
Todos somos dotados dessa faculdade, já que todos somos multiplicadores da vida, seja em nós mesmos, através de nossa sexualidade seja nas idéias, através de nosso raciocínio, assim como geramos muitas coisas que tornam a vida uma verdadeira dádiva divina. Tatá Omulu, em seu pólo positivo, é o curador divino e tanto cura alma ferida quanto nosso corpo doente. Se orarmos a ele quando estivermos enfermos ele atuará em nosso corpo energético, nosso magnetismo, campo vibratório e sobre nosso corpo carnal, e tanto poderá curar-nos quanto nos conduzir a um médico que detectará de imediato a doença e receitaria medicação correta.
O orixá Omulu atua em todos os seres humanos, independente de qual,. seja a sua religião. Mas esta atuação geral e planetária processa-se através de, uma faixa vibratória especifica e exclusiva, pois é através dela que fluem as irradiações divinas de um dos mistérios de Deus, que nominamos de “Mistério da Morte”. Tatá Omulu, enquanto força cósmica e mistério divino, é a energia que se condensa em torno do fio de prata que une o espírito e seu corpo físico, e o dissolve no momento do desencarne ou passagem de um plano para o outro.
Neste caso ele não se apresenta como o espectro da morte coberto com manto e capuz negro, empunhando o alfanje da morte que corta o fio da vida. Esta descrição é apenas uma forma simbólica ou estilizada de se descrever a força divina que ceifa a vida na carne. Na verdade, a energia que rompe o fio da vida na carne é de cor escura, e tanto pode parti-lo num piscar de olhos quando a morte é natural e fulminante, como pode ir se condensando em torno dele, envolvendo-o todo até alcançar o espírito, que já entrou em desarmonia vibratória porque a passagem deve ser lenta, induzindo o ser a aceitar seu desencarne de forma passiva.
O orixá Omulu atua em todas as religiões e em algumas é nominado de “Anjo da Morte” e em outras de divindade ou “Senhor dos Mortos”. No antigo Egito ele foi muito cultuado e difundido e foi dali que partiram sacerdotes que o divulgaram em muitas culturas de então. Mas com o advento do Cristianismo seu culto foi desestimulado já que a religião cristã recorre aos termos “anjo” e “arcanjo” para designar as divindades. Logo, nada mais lógico do que recorrer ao arquétipo tão temido do “Anjo da Morte”, todo coberto de preto e portando o alfanje da morte, para preencher a lacuna surgida com o ostracismo do orixá ou divindade responsável por este momento tão delicado na vida dos seres.

Mitologia Africana

O culto a Tatá Omulu surgiu entre os negros levados como escravos ao antigo Egito, que o identificaram como um orixá e o adaptaram às suas culturas e religiões. Com o tempo, ele foi, a partir desse sincretismo, assumindo sua forma definitiva, até que alcançou o grau de divindade ligada à morte, à medicina e às doenças. Já em outras regiões da África, este mistério foi assumindo outras feições e outros orixás semelhantes surgiram, foram cultuados e se humanizaram. “Humanizar-se” significa que o orixá ou a divindade assumiu feições humanas, compreensíveis por nós e de mais fácil assimilação e interpretação.

De origem Jeje, é o deus da varíola, da peste e das doenças da pele. Omolu e Obaluaê, são as manifestações velho e jovem de um mesmo Orixá, chamado Xapanã. Suas cores são o vermelho, o amarelo e o preto, que veste sob capuz de palha-da-costa enfeitado com búzios. Seus colares são também de búzios e contas de louça branca intercaladas com pretas ou, então, brancas intercaladas com pretas e vermelhas. Dança portando um instrumento denominado Xaxará, espécie de cetro. Homenageado às segundas feiras. Sua saudação é Atotô!


Lenda: Houve uma festa e todos os Orixás estavam presentes. Menos Omolu que ficara do lado de fora. Ogum pergunta por que o irmão não vem e Nanã responde que é por vergonha de suas feridas causadas pelas doenças. Ogum resolve ajudá-lo e o leva até a floresta onde tece para ele uma roupa de palha que lhe cobre o corpo todo. O filá! Mas a ajuda não dá muito certo, pois muitos viram o que Ogum fizera e continuavam a ter nojo de dançar com o jovem Orixá, menos Iansã, altiva e corajosa, dança com ele e com eles o vento de Iansã que levanta a palha e para espanto de todos, revela um homem lindo, sem defeito algum.
Todos os Orixás presentes, ficam estupefatos com aquela beleza, principalmente Oxum,que se enche de inveja, mas agora é tarde, Omolu, não quer mais dançar com ninguém.
Em recompensa pelo gesto de Iansã, Omolu dá a ela o poder de também reinar sobre os mortos. Mas daquele dia em diante, Omolu declarou que somente dançaria sozinho!

Tatá Omulu não vibra menos amor por nós do que qualquer um dos outros orixás e está assentado na Coroa Divina, pois é um dos Tronos de Olorum, o Divino Criador.

Atotô, meu pai!


Fontes:
Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda
Luna e Amigos

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Quem Se Despede, Chora...


Na Tenda Espírita Pai João, que funcionou na década de 70, havia um ponto que tocava profundamente os médiuns e consulentes, era o ponto de subida do Caboclo Sereno:

Quem se despede, chora
É hora de Seu Sereno ir embora

Adeus, adeus...
O Seu Sereno vai embora
Filho de Umbanda por que chora
Se ele promete aqui voltar?

A promessa do Caboclo Sereno verdadeiramente aconteceu.
Em 2012, o Caboclo Sereno iniciou novo trabalho caritativo, desta vez, na Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua, através da médium Luciana Gomes, neta da mãe Leonor. Apesar de ter escolhido novo aparelho para desempenhar os trabalhos espirituais, o Caboclo conservou as mesmas características que foram marcantes durante seu curto "reinado" na Tenda Pai João.
Dócil e sereno, o Caboclo disse antecipadamente que seu tempo no Terreiro Santo Antônio também seria curto, pois viera para terminar a missão interrompida nos anos 80.
Depois que o terreiro de Umbanda do Pai João foi fechado definitivamente em 1986 após seguidos anos de sofrimento da mãe Leonor, o Caboclo Sereno não mais trabalhou em outra Tenda no Município de Guarapari. De vez em quando, o Caboclo descia em terra para auxiliar alguns filhos de fé ligados ao círculo íntimo de mãe Leonor, conforme surgia a necessidade de um socorro espiritual. A médium dava "passagem" ao Espírito que, mesmo sem um "reino" socorria os aflitos, até que esta desencarnasse em 2007.
Na segunda-feira, dia 29, o Caboclo Sereno aguardou o término da Sessão de Mesa Branca e anunciou sua partida para nova missão espiritual. Dizendo que "uma nova porta se abrira", o Caboclo Sereno deixou uma palavra de conforto aos médiuns, agradeceu a acolhida ao Caboclo Flecha Dourada e confidenciou a um dos médiuns que apesar de estar indo para nova missão, de vez em quando voltará para "curimbar".
Aqueles que conheceram o Caboclo Sereno no passado se lembraram do ponto de despedida cheio de emoção que era cantado ao final de cada sessão na Tenda Espírita Pai João.
Aos que ficam, restam a saudade e a esperança de vê-lo novamente manifestado entre os médiuns.
Saravá o Caboclo Sereno! Salve seu Reino e sua Macaia!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Procurador da FEDESP-ES Fala dos Direitos dos Sacerdotes

Em cerimônia realizada na Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua, quando o Pai de Santo Antônio João Ribeiro recebeu o título de Sacerdote de Umbanda, o Procurador-Geral da Federação Espírita do Brasil no Espírito Santo - FEDESP-ES - José Levindo Sobrinho, abordou a questão dos direitos e deveres dos Sacerdotes umbandistas e do Candomblé.
Citando a  Lei 8.213 de 1991, Levindo falou a respeito do direito a aposentadoria a que faz juz todos os sacerdotes, inclusive os de Umbanda.
O tema é de suma importância para os sacerdotes religiosos que desejam receber todos os benefícios oferecidos pelo INSS, pois muitos não sabem e não conhecem os seus direitos e os benefícios que podem adquirir por meio da contribuição ao INSS como Ministro Religioso.

O Dirigente Espiritual pode e tem direito a todos os benefícios fornecidos pela Seguridade Social. O exercício da “profissão religiosa” está previsto na legislação brasileira. Não só para os representantes de outras religiões, mas também para os nossos sacerdotes e sacerdotisas da Umbanda e do Candomblé, sendo regido por uma legislação especifica a Lei 8.213 de 1991, que em seu artigo 11 é especificado que qualquer liderança religiosa é considerada um segurado da Previdência Social. Qualquer religião: Umbanda, Candomblé, Catolicismo, Evangélico e outras.
Portanto, há um código para recolhimento das contribuições especifico para o cargo de sacerdote, não havendo necessidade de pagar como autônomo, que uma categoria especificada para outras atividades, sendo que o contribuinte nesta categoria tem de pagar, além do INSS, Imposto Sobre Serviço (ISS), sendo que o Sacerdote pode contribuir na qualidade de Ministro Religioso, sem que precise pagar qualquer outro tipo de imposto, somente a contribuição para o INSS.
O Sacerdote, além de poder se aposentar como Ministro Religioso - podendo se aposentar por idade, tempo de contribuição ou aposentadoria por invalidez - poderá, caso necessite, receber outros benefícios oriundos da contribuição, sendo eles auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílio reclusão, salário maternidade, pensão por morte (pago aos dependentes após o óbito do segurado).
Para que o Sacerdote tenha esses benefícios, ele precisa se inscrever e estar cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de Ministro Religioso porque há um código específico para este tipo de contribuição, o qual lhe será atribuído um número de inscrição e será regido pelas Leis de Benefícios Previdenciários.
Lembrando que não importa quantos anos de idade ou de casa tenha o sacerdote, o importante é começar, pois além dos tipos de aposentadorias, a contribuição pode lhe proporcionar diversos benefícios.
É importante ressaltar, ainda, que a contribuição pode ser feita com base em 20% ou 11% (plano simplificado, somente não terá direito a aposentadoria por tempo de contribuição), sendo que o valor que irá incidir o percentual pode ser programado, podendo contribuir com base no salário mínimo ou até o teto previdenciário.

Fonte de Pesquisa: Jornal do Axé.



Pai Antônio Recebe Título de Sacerdote de Umbanda

No dia 19 de outubro, data que ficará gravada para sempre na memória de todos os médiuns da Casa de Caridade, o querido Pai Antônio, ou melhor o irmão "Toninho" recebeu da Federação Espírita do Brasil no Espírito Santo (FEDESP-ES) o Diploma de Sacerdote de Umbanda em cerimônia repleta de emoção e júbilo.
O evento ocorrido na sede da Casa reuniu, além do corpo mediúnico e dos frequentadores, dirigentes de outros terreiros de Umbanda de Guarapari, tais como a Mãe Solange, dirigente do Templo Espírita Caboclo Sol e Lua e o Pai Jorginho, da Casa de Caridade São Francisco de Assis.
A Presidente da FEDESP-ES, Sra Neusa Herbst cumprimentou a todos os presentes e fez a leitura do termo de abertura da cerimônia, depois que todos cantaram o Hino da Umbanda, sob a direção do mestre de cerimônias Julio Cezar. Dirigindo-se ao Pai Antônio, logo depois, Neusa Herbst lembrou-lhe da responsabilidade que aquele título outorgava oficialmente ao umbandista que há 44 anos abraçara a bandeira da Umbanda e adotara a religião de sua falecida mãe.
O simpático José Levindo Sobrinho, Procurador-Geral da FEDESP-ES, fez uma palestra carregada de alegria e, sendo carioca de Niterói, conheceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Com orgulho, Levindo relatou o fato de ter estado com o Caboclo das Sete Encruzilhadas enquanto o médium Zélio Fernandino de Moraes ainda era vivo. Levindo alertou a todos sobre o projeto de lei do Deputado Feliciano Filho (PV) que proibe o sacrifício de animais nos cultos de raiz africana no Estado de São Paulo, bem como as propostas de acabar com os atabaques nos terreiros brasileiros.
Convidada a falar, a Mãe de Santo Solange Nessrala lamentou a visível desunião de alguns terreiros de Guarapari, porém falou com saudade da Comemoração do Centenário da Umbanda ocorrida na Praia dos Namorados, no ano de 2008, quando sete terreiros da cidade se reuniram para celebrar o nascimento da Umbanda. Disse também que sente a discriminação da população, uma vez que em nenhum culto ecumênico os pais de santo da cidade são sequer lembrados.
Seguindo o protocolo de Ordenação Sacerdotal, Pai Antônio fez a leitura do Juramento do Sacerdote e recebeu, a seguir, o Diploma das mãos da Presidente Neusa Herbst.
Após a Oração de Confirmação do Sacerdócio pelo Procurador da FEDESP-ES, Pai Antônio disse que estava recebendo dois presentes naquele dia: no dia 19 de outubro o Pai de Santo comemora o nascimento da falecida mãe e responsável direta pela sua conversão.
A oficialização do Sacerdócio de Umbanda dá poderes, direitos e responsabilidades ao Pai de Santo, conforme determina a Legislação brasileira, a exemplo do que diz a a Lei 8.213 de 1991, que em seu artigo 11 é especificado que qualquer liderança religiosa é considerada um segurado da Previdência Social, seja ela de Umbanda, Candomblé, Catolicismo ou Evangélico.
Por fim, o Caboclo Flecha Dourada abençoou a todos com uma linda mensagem e encerrou a cerimônia.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Cosme e Damião e as Crianças na Umbanda



Por volta do século III, nasceram na Arábia dois irmãos gêmeos Cosme e Damião, filhos de família nobre estudaram medicina na Síria e depois foram para Egéia. Não se sabe como e nem em que momento, mas estes tornaram-se discípulos do Cristianismo.

Se utilizando da arte médica, tinham como intenção a conversão religiosa das pessoas, crendo no poder da oração aliado á medicina, conseguiram grandes êxitos pelas curas oferecidas e nunca cobravam por isso. Ganhando assim a simpatia de todos e muitos convertendo.

Chamou atenção dos governantes da época ainda “pagãos” e como provocaram a ira dos mesmos, em especial Diocleciano que os acusou de feitiçaria por não renunciarem a fé cristã, este os sentenciou para receber tormentos bárbaros. Vendo que isto não os abalava então determinou que os decapitassem. Assim Cosme e Damião morreram como mártir em 303 na Egéia.

São Cosme e São Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos. Por causa da sua simplicidade e inocência, são invocados também como protetores das crianças.

NA UMBANDA:

São Cosme e São Damião foram sincretizados com a linha de trabalho das Crianças, sem precedente uma vez que no histórico dos mesmos ao contrário do que muitos pensam não eram crianças e não se declinavam especificamente á cuidar de crianças, por fim não se sabe precisar em que momento eles foram associados ás crianças, o fato é que todos nós adoramos a tão esperada festa de Cosme e Damião, comemorada no dia 27 de Setembro.

Doces, bolos, balas, brinquedos e guaraná são alguns dos ingredientes presentes nesta festa, na qual os templos de Umbanda invocam a linha das Crianças.

Quem são estes espíritos infantis?

O primeiro impacto quando alguém se depara com um adulto de chupetas no pescoço e brincando de carrinho ou boneca é gargalhada na certa. Depois vem a pergunta: são espíritos crianças?

Por muito tempo acreditou-se que sim, mas dentro do estudo das condições do espírito humano sabemos que esta idéia não procede de fato.

Existe uma vertente de pensamento que prega ser estes espíritos, seres adultos que tomam a forma infantil para desenvolver entre nós encarnados o propósito do trabalho. Porém fica outra dúvida: se a capacidade curativa e renovadora destes espíritos está na pureza de seu magnetismo, seria um espírito cheio de experiências assim tão puro?

A Ciência Divina, revelada na Teologia de Umbanda Sagrada explica que não. Existem várias dimensões da vida e uma delas chamamos de Encantada, onde lá habitam seres infantis, não que sejam seres de pouca idade, porém infantis quando citamos a pureza, inocência, magnetismo puro é disto que estamos falando.

No livro Arquétipos de Umbanda, de Rubens Saraceni, publicado pela Editora Madras, o autor cita na página 99 o seguinte trecho: “ O arquétipo fundamentou-se nos espíritos ainda infantis regidos pelas mães Orixás, encantadas da natureza, que os acolhem em seus vastos reinos na natureza em seu lado espiritual e os amparam até que cresçam e alcancem um novo estágio evolutivo, já como espíritos naturais” . Saiba que este processo é longo e demorado. Logo, estes espíritos infantis são maduros quando o assunto é Deus, pois da existência Dele não duvidam, é como se vivessem próximos do Criador e justamente esta falta de fé que nós encarnados demonstramos os entristecem.

Temos então na linha das Crianças, espíritos que nunca encarnaram, são “encantados” pois vivem numa dimensão paralela a nossa só que com magnetismos puros de sua natureza individual.

Como atuam?

Quando manifestados, este espíritos promovem profundas renovações magnéticas no complexo energético do encarnado, sutilizando nossas energias e nas suas “brincadeiras” nos ajuda a desbloquear sentimentos negativos, desta forma limpa as pessoas e as aliviam.

Por se manterem com intensa vibração pura é que facilitam as curas tão famosas.

Incorporados brincam com brinquedos e comem doces em geral.

Oferenda:

Para o dia 27 de Setembro, vá até um jardim limpo, deposite doces, balas, pirulitos, bolo, refrigerante, flores diversas, em círculo acenda 7 azul claro e 7 cor de rosa intercaladas.

Ofereça ás Crianças de Aruanda, faça seus pedidos de paz, prosperidade, alegria e cura.

Reze um pai nosso.

Bem leitor, espero ter contribuído para a compreensão do assunto ou ao menos instigar para a busca do mesmo.

Sobretudo vamos festejar a festa das santas crianças e principalmente cuidar das nossas crianças encarnadas, educar e preparar para que nossa nação possa num futuro ser melhor para todos, com mais honestidade e ética. E você adulto, não esqueça da criança que habita dentro de si, não perca a esperança, a alegria gratuita e a graça de viver. Também não deixe de ser sincero e transparente doa a quem doer, seja puro e viva com ética e faça do dia-a-dia e do seu meio algo mais agradável de viver. Pense nisso e seja feliz!

Abraços Fraterno.

Postado no Blog do Rodrigo Queiroz,  http://rodrigoqueiroz.blogspot.com.br/2007/09/cosme-e-damio-crianas-e-umbanda.html


(contato@tvus.com.br)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conversa de Exu

“Salve companheiros!

Começaremos este breve comentário lembrando que nós somos seres espirituais encarnados em busca da evolução e aprimoramento da nossa alma. O Ritual de Umbanda Sagrada é uma religião fundamentada nos ensinamentos morais trazidos principalmente pelo Mestre Jesus, onde a lei principal é a Caridade, Amor e Fé.


Na Umbanda, jamais é permitido qualquer tipo de “trabalhinhos” de amarração, maldade, vingança e sentimentos parecidos. Dentro do corpo religioso da Umbanda, temos vários tipos de atuações espirituais, tais como: Caboclos, Preto Velho, Erês, Baianos, etc e Exu.


Muitas religiões atacam Exu como se fossem Demônios. Mas pense bem!


Caboclos, por exemplo, são espíritos que descem até os Templos para vos auxiliarem e vos orientarem para um bom caminho moral. Só que no astral da terra vocês são o tempo todo assediados e cercados de espíritos malignos esperando o momento certo para vos prejudicar. Então é quando os Exus entram em ação, para afastar estes maus espíritos de perto de vocês, claro que isto somente quando são merecedores.


Exu é um espírito comum a todos vocês que vem na Umbanda para fazer o Bem e manter a ordem dos trabalhos. Exu é a Polícia do Astral. Jamais um Exu verdadeiro cobra para fazer trabalhos, ou prejudica alguém, muito menos fazer amarração, nem são porcos e agressivos. Esta mania de Exu e Pomba Gira ficarem falando palavras de baixo calão, ridicularizando as pessoas, bebendo e comendo exageradamente é um perigo. Pois Exu mesmo não está ali, o que tem são espíritos mistificadores e zombeteiros enganando todo mundo para saciar seu ego. Exu verdadeiro (como somos chamados Exu de Lei) jamais aceita estes comportamentos. Cuidado com o seu sentimento irmão, se por acaso você pedir o mal para um Exu de Lei, pode ter certeza que você será encaminhado para prestar contas com a Lei Divina. Não pense que estes espíritos mistificadores fazem o que prometem, é pura farsa, eles estão te enganando para se alimentarem a suas custas, porque eles sabem que todo mundo tem um Exu de Guarda e eles não vão querer enfrentar um Exu.


Então ao invés de olharem para o próprio umbigo, busque Exu para esclarecimentos e auxílio para evoluir. Lembre-se, o Criador é Onisciente e Onipresente, Ele sabe de tudo e está em tudo, não pense que suas ações passarão despercebidas. Exu é o executor da Lei Divina e não faz o que quer.


A que ponto pode chegar à ignorância humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros, balcão de negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema. Exu não é marionete. Exu não é o diabo. Exu é símbolo de dinamismo e aperfeiçoamento espiritual constante.


E você? O que pretende com Exu?"

(Mensagem ditada por
Sr. Tranca Ruas das7 Encruzilhadas
para Rodrigo Queiroz)

Grupo de Estudo Caboclo Sucupira: Situação Espiritual do Brasil - 1.500 a 1.900



Grupo de Estudo Caboclo Sucupira - Umbanda: Religião ou Seita?

Saravá, Leitores!
Essas são as apostilas do Primeiro Programa de Estudo do Grupo Caboclo Sucupira: "Os Fundamentos da Religião de Umbanda".
Neste Subprograma "Umbanda: Religião ou Seita?", os alunos são levados a meditar sobre a diferença entre seita e religião e definir o caráter religioso da Umbanda.
Faça o download das apostilas e utilize-as no seu terreiro. Futuramente, disponibilizaremos as demais apostilas.
Bons estudos!



sábado, 11 de agosto de 2012

A Linha dos Exus

"Na África, Exu é um Orixá e seu culto difere da forma como são entendidos e tratados os que aqui incorporam em seus médiuns e dão passes e consultas.
Lá, Exu é um mensageiro que leva os pedidos das pessoas até os Orixás e traz as respostas.
Ele sempre é o primeiro a ser servido e a ser despachado, levando embora todos os problemas e perturbações.
É respeitado como um Orixá, nunca como um espírito.
Ele tem sua forma de ser cultuado e oferendado e tem seus sacerdotes, seu Omo-Exu (filhos de Exu) que o tem em grande estima e o trata com o mesmo respeito que dedica a todos os outros Orixás.
Quanto à Umbanda , não há culto aos Orixás sem presença de Exu. Mas ele, diferentemente da África, aqui recebeu uma linha à "esquerda" por meio da qual os espíritos manifestadores dos seus mistérios podem incorporar em seus médiuns e consultar as pessoas, auxiliando-as nas suas necessidades e dificuldades materiais ou espirituais.
Exu, na Umbanda, é uma Linha de trabalhos espirituais que se assenta e atua à esquerda dos seus médiuns.
Eles precisam ser oferendados nos seus campos de ação, tais como: nas matas, nos rios, nas lagoas, à beira-mar, nos cemitérios, nos caminhos, nas encruzilhadas, nas pedreiras, etc.
Os seus nomes simbólicos indicam seus campos de ações e onde devem ser oferendados.
Quando incorporam, são alegres, falantes, galhofeiros, sarcásticos, irônicos e até meio chulos. Tudo isso faz parte do arquétipo marcante que assumiram na Umbanda.
Seus nomes variam desde nomes dados a pessoas (João Caveira) até nomes indígenas (Marabá, Jibóia, Arranca-Tocos, Marambaia, Cipó, Folha-Seca, etc).
Todos são espíritos que já viveram na Terra, têm sua história e se tornaram Exus a duras penas, pois é sob a irradiação do Orixá Exu que estão evoluindo e servindo à Lei Maior.
Médiuns mal orientados ou mal doutrinados dão vazão aos seus recalques ou sentimentos íntimos negativos, e aí o seu "Exu de Trabalho" apresenta-se grosseiro, chulo, desrespeitoso.
Já com médiuns bem doutrinados e preparados, Exu não deixa de ser o que é, mas o é de uma forma agradável e respeitosa.
Cada médium tem um Exu guardião e um Exu de trabalho.
O Exu Guardião é ligado ao Orixá do médium e o Exu de trabalhos espirituais é ligado ao guia chefe ou ao mentor dos seus trabalhos.

Origem Africana

Muitos autores o descrevem como o primeiro Orixá a ser criado por Olorum, fato esse que o torna o primogênito na Teogonia Nagô.
Seu culto está associado à procriação e seu símbolo mais ostensivo é um cetro fálico. Inclusive, em alguns dos seus assentamentos, esse símbolo o identifica de imediato.
Uma das razões de ele ser o primeiro a ser oferendado é que, antes de algo existir no exterior de Olorum, só existia o vazio à volta de sua morada interior. E Exu é o Orixá regente do vazio.
Então, como só existia o vazio e era nele que tudo seria construído, qualquer coisa só poderia ser construída com a anuência de Exu.
Os Orixás concordaram em dar a primazia a primogenitura a ele, senão nada construiriam.
O vazio é anterior a tudo e Oxalá só pôde criar o espaço com a concordância de Exu, pois ele foi criado justamente em cima dos domínios de Exu.
Outro dos mistérios do Orixá Exu rege sobre a reprodução e refere-se a órgão genital masculino e sobre o vigor sexual.
Mas, esse e alguns outros mistérios regidos pro Exu não prosperaram em nossa cultura judaico-cristã que associa o sexo ao pecado original e estigmatiza qualquer alusão nesse sentido à ação do diabo.
Como quem vence e quem manda é a maioria, o melhor a ser feito com Exu era o que já haviam feito com os indígenas: cobri-lo com uma capa, vesti-lo com um calção qualquer e ocultar tão acintosa ascendência dele sobre os seres humanos, que procriam justamente com o auxílio do dito cujo, ostentado por esse enigmático Orixá em seu cetro fálico.
Colocaram na mão dele um novo símbolo: o tridente de Netuno, estigmatizado pelos cristãos novos como símbolo do maligno.
Outro dos mistérios de Exu são as cabaças, que simbolizam o útero e o poder procriador feminino. Se ele rege o mistério da sexualidade masculina, da feminina ele é o guardião.
Exu, de fato e de direito, é o guardião da sexualidade em seu aspecto feminino e sua ascendência é inegável." (1).

"Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.
Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun  (o mundo material ) e o Aiye (o mundo espiritual) seja plenamente realizada.
Na  época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.
É comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo na construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs. Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
Como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo, Exu também funciona de forma positiva e negativa. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral muito mutante em suas ações e atitudes" (2).


Lenda de Exu



"Exu é o cozinheiro de todos os Orixás. Mestre nos temperos, Exu faz de tudo na cozinha: axoxó, benguiri, omolocum, amalá, farofa... Tudo com muita pimenta!
Até que um dia falta pimenta na cozinha e Exu resolve fazer sem pimenta mesmo.
Xangô não gosta nem um  pouco e pede a Exu que pegue o cavalo e traga pimenta.
Enquanto Exu buscava pimenta, os Orixás começaram a comer a comida preparada por Exu, sem pimenta mesmo. E acharam foi bom!
Xangô quando vê a panela vazia, ordena aos Orixás que encham a panela com água.
Exu chega e, furioso ao ver sua panela cheia de água e sem comida, ordena: a partir de agora, Exu é o primeiro a comer e sem a comida de Exu, nenhuma comunicação acontece entre a Terra e os Orixás. No Candomblé, até hoje, toda cerimônia começa com padê, de Exu" (3).


(1) - UMBANDA, Os Arquétipos da, As Hierarquias Espirituais dos Orixás - Rubens Saraceni - 2007, Madras Editora Ltda, in Os Exus na Umbanda, pg 121-124.
(2) Exu (Orixá) - Wikipedia, a enciclopédia livre.
(3) Lenda do Orixá Exu (Esú) - postado no Youtube no canal de Victorcabreu.